Apesar do nome, a Medicina do Esporte não lida somente com o atleta. Diversos estudos epidemiológicos cientificamente consistentes têm demonstrado de forma clara e inequívoca a influência benéfica da atividade física regular para a saúde, reduzindo a mortalidade, reduzindo a incidência de muitas doenças e melhorando a qualidade e a quantidade de vida em portadores de doenças cardiovasculares, pulmonares, endocrinológicas, renais, neurológicas, osteo-mio-articulares, oncológicas, etc.

Desta forma, há diversas sub-especialidades dentro da Medicina do Esporte. O médico do esporte pode lidar com atletas de alto nível; com indivíduos comuns, não atletas, de todas as faixas etárias; indivíduos aparentemente saudáveis e portadores de doenças cronico-degenerativas como diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica (incluindo a asma brônquica), hipertensão arterial, doença coronariana, osteoporose e obesidade, apenas para citar as mais importantes.

Existem desta forma segmentos da Medicina do Esporte extremamente importantes como a Traumato-Ortopedia Desportiva, que trata das lesões ósseas, articulares e musculares associadas à atividade física; a Cardiologia do Esporte, que está relacionada com a avaliação cardiovascular nos praticantes de atividade física, seja a nível competitivo ou não; a Medicina do Exercício, que estuda a utilização clínica do exercício em portadores de diversas doenças ou em grupos populacionais especiais como idosos, mulheres e crianças; há ainda os especialistas em controle anti-doping. Enfim, é uma especialidade cuja abrangência é bem maior do que o termo “Medicina do Esporte” sugere.