Entidade
de medicina esportiva planeja fórum para aumentar
controle antidoping. O objetivo é orientar mais
os especilistas responsáveis pela fiscalização.
Lydia Gismondi
Rio de Janeiro
Os
26 casos de doping registrados entre atletas brasileiros
em 2009 estão chamando a atenção
das entidades envolvidas com esporte. Se por um lado
o grande número pode evidenciar uma maior fiscalização,
por outro, também pode ser um indício
de que os esportistas têm utilizado cada vez mais
substâncias proibidas em seu benefício.
Independentemente da descoberta da principal causa para
tantos resultados positivos, a Sociedade Brasileira
de Medicina do Esporte (SBME) já planeja um fórum
de discussão para aumentar o controle antidoping
no país.
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A ideia é que seja um fórum para que os
especialistas em Medicina do Exercício e do Esporte
discutam as formas para aumentar a eficiência
do controle antidoping e para reduzir o número
de casos positivos. Daí surgirão recomendações
para os profissionais da equipe multidisciplinar que
trabalham com atletas de alto rendimento, para os atletas
e para a população em geral – explicou
o presidente da SBME, Dr. José Kawazoe Lazzoli.
Segundo
o presidente, não cabe à SBME fazer o
controle antidoping diretamente. Mas a entidade congrega
os especialistas que executam esse controle. Por meio
de congressos, reuniões científicas e
pela Revista Brasileira de Medicina do Esporte os profissionais
se mantêm atualizados.
Os 26 casos de doping fizeram a Sociedade Brasileira
de Medicina do Esporte divulgar uma nota na qual mostrou
sua preocupação com a grande quantidade
de resultados positivos de exames em 2009. Embora alguns
atletas aleguem inocência, como é o caso
da ginasta Daiane dos Santos, que estava afastada das
competições desde as Olimpíadas
de Pequim, o presidente da SBME ressalta que é
difícil comprovar que a pessoa não agiu
de má-fé.
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É muito difícil, na maioria dos casos,
distinguir onde houve má-fé e onde o atleta
“entrou de gaiato”. Por esta razão,
os atletas de alto rendimento, que estão sujeitos
a controles antidoping durante competições
e o controle fora de competição, precisam
ter o máximo cuidado em relação
às substâncias que ingerem. Há medicamentos
de uso clínico que fazem parte da Lista de Substâncias
Proibidas da Agência Mundial Antidoping, em relação
à qual o atleta não pode alegar desconhecimento.
E uma vez detectada a substância, dificilmente
o atleta escapa de uma punição.
O
número já preocupante de dopings no Brasil
pode aumentar ainda mais nos próximos anos. Para
o Dr. Lazzoli, cada vez será mais cobrado atletas
limpos nas competições.
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A tendência é o controle se tornar cada
vez mais rígido, para assegurar uma competição
livre de subterfúgios ilícitos.
Fonte:
www.globoesporte.globo.com/
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